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Cuidar cuidados da pele. Idoso, um desafio

O processo de envelhecimento é inerente a todos os organismos, onde a perda das funções normais reflete em  mudanças biológicas significativas que podem aumentar a vulnerabilidade à fatores físicos, químicos, ambientais e sociais. A pele, nosso maior órgão, é indispensável para a manutenção e qualidade da vida, o seu cuidado é fundamental nesse processo.

O processo de envelhecimento

Década à década o perfil da pirâmide etária brasileira vem sofrendo alterações, com a redução da taxa de mortalidade e a redução da taxa de fecundidade o envelhecimento da população está se dando de forma acelerada.
O Envelhecimento é um processo fisiológico natural que inclui eventos normais que ao passar do tempo levam a um declínio das funções . Diversas são os fatores que influenciam nesse processo de senilidade, eles vão desde a genética de cada indivíduo até estilos de vida e aspectos socioeconômicos culturais.

Envelhecer é diferente de adoecer, porém com o avançar da idade podemos ficar mais vulneráveis à doenças, principalmente as de fundo imunológico (por deficiência), nutricional, como também as do sistema tegumentar. A pele do idoso tem características próprias e que devem ter uma abordagem específica e direcionada no que diz respeito à hidratação, prevenção de lesões e tratamento caso essas lesões venham a ocorrer.

A pele do idoso apresenta alterações importantes, se tornando mais seca (desidratada), flácida (pela deficiência e modificação na síntese de colágeno, redução de material dérmico e etc), e fina. A proliferação celular encontra-se diminuída, com isso a cicatrização de ferimentos se torna mais lenta e difícil. Portanto a prevenção ainda é a melhor ação a ser realizada.

Principais cuidados com a pele do idoso

Higienização da Pele

• É sabido que o banho diminui o número de camadas celulares, reduzindo a espessura da camada mais superficial da pele. Dependendo da temperatura e do tipo de sabão utilizado no banho ocorre uma maior ou uma menor agressão à pele. Geralmente temperaturas muito altas (banhos muito quentes) e sabonetes com o PH ácido ou alcalino tendem a agredir mais essa camada superficial. O sabonete próximo do ideal será os de Ph neutro ou ligeiramente ácido. Algumas empresas já produzem soluções higienizantes específicas para o banho ao leito, procure um especialista para saber qual sabonete ou solução mais indicada ao idoso.

• Pacientes acamados ou restritos ao leito que precisarão ser submetidos à higienização nele deverão seguir as recomendações acima, em relação à temperatura da água e do sabonete a ser escolhido, dê preferência aos de formulação líquida. O ato mecânico de “esfregar” a pele também é considerada uma agressão ao epitélio que já está sensível e fragilizado, portanto use esponjas ou tecidos macios e não ásperos para a higienização, não friccione
(“esfregue”) a pele do paciente, passe o tecido ou a esponja de forma delicada e suave
em uma única direção (evite o movimento de vai e vem)

• Após o Banho hidrate essa pele.

Hidratação

• Para que tenhamos uma hidratação efetiva da pele devemos primeiramente ofertar ao nosso organismo água em quantidade adequada através da ingestão, desde que a pessoa não esteja em restrição desta. O Idoso é mais propenso a processos de desidratação, portanto esse é um fator primordial a ser considerado, principalmente nos acamados.

• A hidratação cutânea ou tópica, ou seja, diretamente na pele através de cremes hidratantes é um outro cuidado que devemos considerar. Com o envelhecimento há a perda dos processos que regulam a perda de água pela pele, ocasionando a xerose e seus sinais e sintomas, como ressecamento, descamação, fissuras, vermelhidão e possíveis sangramentos. Essa ocorrência é frequente nos idosos e uma das práticas preventivas é a administração
tópica de cremes, os mais indicados são os umectantes e os emolientes. Eles promoverão
retenção de água nas camadas da pele tornando-a mais suave e macia.

• Atualmente, no mercado, há loções hidratantes à base de óleos, opte por aquelas que levam em sua formulação os óleos vegetais pois a pele consegue realizar sua absorção, diferente dos óleos minerais (petrolatos e vaselinas) os quais não são absorvidos.

Exposição solar

• A exposição excessiva à raios ultra violeta tipo A e B são altamente nocivos a pele em qualquer etapa de vida, nos idosos essa exposição excessiva potencializa os efeitos do envelhecimento, como desidratação, alterações na textura e em suas rugosidades. O sol nem sempre é um inimigo, principalmente para os idosos a exposição controlada (no intervalo de 09:00h ás 10:00h e após as 17h ou as 18h no horário de verão, por 10 minutos, 4 vezes na semana) é benéfica pois esse ato é indispensável para o metabolismo da vitamina D e sua fixação no organismo. A vitamina D é a principal vitamina que está relacionada à manutenção da saúde dos ossos e bom funcionamento do cérebro. Nesse momento a exposição deve ser feita sem uso de protetor solar (recomenda-se nesse momento o uso de protetor solar apenas na face).

• Em qualquer outro momento de exposição solar que não seja o anterior, a recomendação é o uso de protetores ou bloqueadores solares com um fator mínimo de 50 FPS. Pode-se usar a “regra da colher de chá” para a aplicação dos protetores, onde usa-se a medida de uma colher de chá para o rosto, uma para a cabeça, uma para o pescoço e uma para cada braço, já para cada uma das pernas e para cada tronco (anterior e posterior) recomenda-se 02 colheres de chá em cada um.

• Pacientes acamados/restritos ao leito que fiquem perto de janelas onde a incidência de raios solares ocorra, também se recomenda a proteção por filtros solares.

• Pacientes acamados/restritos ao leito que estejam impossibilitados da exposição terapêutica ao sol (no período e frequência descrita acima) devem ser avaliados por um especialista para a dosagem sérica de vitamina D e caso haja taxas reduzidas, solicitar acompanhamento clínico para essa reposição.

Nutrição

• A integridade da pele está relacionada diretamente com a nutrição do Idoso, uma dieta equilibrada (fornecendo quantidades adequadas de proteínas, gorduras, carboidratos e vitaminas, sais minerais, zinco, cobre e ferro) oferece condições metabólicas ideias para a manutenção da saúde da pele e sua recuperação.

•  Caso o idoso manifeste inapetência (perda da vontade de se alimentar) ou apresente deficiência para se alimentar devido à patologias específicas ou na dúvida da melhor dieta a ser ofertada, recomenda-se a avaliação de um profissional nutricionista para definir a melhor estratégia terapêutica a ser instaurada. Lembre-se, cada caso é um caso, uma dieta ou suplementação pode ser ideal para um idoso e não ser para outro. Não aceite recomendações que não seja de um profissional capacitado.

Cuidados Avançados dermatológicos

• Em alguns momentos os idosos poderão manifestar problemas referente à sua pele, que vão de dermatites à lesões de várias etiologias (causas). Os idosos acamados/restritos ao leito poderão desenvolver lesões por pressão, dermatites associadas a incontinências urinária e fecal (DAI) e/ou lesões por fricção (skin tears), portanto as medidas preventivas são as melhores estratégias terapêuticas.

• Os cuidados referentes à estas patologias são de alta especificidade e merecem um post direcionado.

• A educação em saúde para os familiares e cuidadores são de extrema importância para o entendimento do problema e sua prevenção.

• Caso haja manifestação dessas patologias, não deixe de chamar um especialista, somente ele poderá avaliar, prescrever e ministrar cuidados específicos para a recuperação.

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